sexta-feira, 25 de abril de 2008

Isadora no escuro


Tateou no escuro procurando um maço de velas que sabia que havia visto ali em outra ocasião com sua mãe. As mãozinhas trêmulas amassavam o pacote onde estavam as caixas de fósforos com nervosismo, nunca antes tivera de riscar um fósforo, e se sua mãe soubesse que o tinha feito certamente a repreenderia...
Acontece que se tratava de uma emergência, Isadora morria de medo do escuro, e naquele momento não tinha opção se não tomar por se própria uma atitude, mesmo só tento que contar com seus seis anos de idade, e nem uma experiência anterior em acender fósforos...
Faltava-lhe o ar, as lagrimas a muito já se precipitavam em seus olhinhos, mas fazia um tremendo esforço para não chorar, quis gritar, ate tentou, mas lhe engasgava a voz de tão apavorada, ainda bem que não tivera maiores problemas para acender a tal vela, apesar das mãozinhas pequenas sem muita firmeza.
Tremia... Rezou todas as orações que aprendera na escolinha, implorava a Deus que alguém lhe tirasse logo dali.
Já sem nem uma intenção, encontrou os biscoitinhos que havia ido procurar, antes da porta bater e lhe deixar presa ali no escuro do armário da dispensa...
Olhinhos baixinhos, um sono consolador ameaçava lhe reder uma boa fuga para aquela aflição.
Dormiu...
Do medo que sentiu e do armário sinistro só sobrou à foto da pequena garotinha dormindo no escuro rodeada de biscoitos, que sua mãe tirou quando a encontrou.







2 comentários:

A PerEgrInA disse...

é melhor a dor de não consiguir, tentando, do que a dor por falta de tentativas...amei a história...me sinto assim nos caminhos do mundo...mas tou aprendendo a tentar....axu que ta dando certo!
rs
beijos
=D

palavras soltas disse...

aeew cara agora eu sou bolgueiro também hehehe!
da uma sacada nas escrtas do sujeito depois hehehe
abraço. boa a história!