
terça-feira, 29 de abril de 2008
Brígida amarelo coração...
Meu coração...
Coração amarelo da cor do sol
Eu vomitei meu coração no teu lençol.
Cambaleei, tropecei, cai no chão.
Hoje eu vomitei pra ti, meu coração.
A musiqueta do vinil tocando lá na sala,
Vomitei meu coração na tua cara.
Hoje tanto roda mundo, como o mundo roda,
Não para...
Meu coração...
Matar a fome de besteira
Esfriar o calor na geladeira
Larica, sono, bebedeira...
Se eu não tiver na eira,
Possa crer que eu to na beira!
Vomitei meu coração, amarela e sorrateira.
Vomitei meu coração, só de brincadeira!
Meu coração...
Amarela, a beleza da cor
Amar ela, fácil e sem dor!
Não precisa de receita nem doutor!
Brígida, Brígida...
Brígida flor!
Meu coração pra ti,
Vomitado com amor!
Coração amarelo da cor do sol
Eu vomitei meu coração no teu lençol.
Cambaleei, tropecei, cai no chão.
Hoje eu vomitei pra ti, meu coração.
A musiqueta do vinil tocando lá na sala,
Vomitei meu coração na tua cara.
Hoje tanto roda mundo, como o mundo roda,
Não para...
Meu coração...
Matar a fome de besteira
Esfriar o calor na geladeira
Larica, sono, bebedeira...
Se eu não tiver na eira,
Possa crer que eu to na beira!
Vomitei meu coração, amarela e sorrateira.
Vomitei meu coração, só de brincadeira!
Meu coração...
Amarela, a beleza da cor
Amar ela, fácil e sem dor!
Não precisa de receita nem doutor!
Brígida, Brígida...
Brígida flor!
Meu coração pra ti,
Vomitado com amor!
(Pra ela, que canta o encanto!)
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Isadora no escuro

Tateou no escuro procurando um maço de velas que sabia que havia visto ali em outra ocasião com sua mãe. As mãozinhas trêmulas amassavam o pacote onde estavam as caixas de fósforos com nervosismo, nunca antes tivera de riscar um fósforo, e se sua mãe soubesse que o tinha feito certamente a repreenderia...
Acontece que se tratava de uma emergência, Isadora morria de medo do escuro, e naquele momento não tinha opção se não tomar por se própria uma atitude, mesmo só tento que contar com seus seis anos de idade, e nem uma experiência anterior em acender fósforos...
Faltava-lhe o ar, as lagrimas a muito já se precipitavam em seus olhinhos, mas fazia um tremendo esforço para não chorar, quis gritar, ate tentou, mas lhe engasgava a voz de tão apavorada, ainda bem que não tivera maiores problemas para acender a tal vela, apesar das mãozinhas pequenas sem muita firmeza.
Tremia... Rezou todas as orações que aprendera na escolinha, implorava a Deus que alguém lhe tirasse logo dali.
Já sem nem uma intenção, encontrou os biscoitinhos que havia ido procurar, antes da porta bater e lhe deixar presa ali no escuro do armário da dispensa...
Olhinhos baixinhos, um sono consolador ameaçava lhe reder uma boa fuga para aquela aflição.
Dormiu...
Do medo que sentiu e do armário sinistro só sobrou à foto da pequena garotinha dormindo no escuro rodeada de biscoitos, que sua mãe tirou quando a encontrou.
Acontece que se tratava de uma emergência, Isadora morria de medo do escuro, e naquele momento não tinha opção se não tomar por se própria uma atitude, mesmo só tento que contar com seus seis anos de idade, e nem uma experiência anterior em acender fósforos...
Faltava-lhe o ar, as lagrimas a muito já se precipitavam em seus olhinhos, mas fazia um tremendo esforço para não chorar, quis gritar, ate tentou, mas lhe engasgava a voz de tão apavorada, ainda bem que não tivera maiores problemas para acender a tal vela, apesar das mãozinhas pequenas sem muita firmeza.
Tremia... Rezou todas as orações que aprendera na escolinha, implorava a Deus que alguém lhe tirasse logo dali.
Já sem nem uma intenção, encontrou os biscoitinhos que havia ido procurar, antes da porta bater e lhe deixar presa ali no escuro do armário da dispensa...
Olhinhos baixinhos, um sono consolador ameaçava lhe reder uma boa fuga para aquela aflição.
Dormiu...
Do medo que sentiu e do armário sinistro só sobrou à foto da pequena garotinha dormindo no escuro rodeada de biscoitos, que sua mãe tirou quando a encontrou.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Sobre amor e Mártires ( Relado de um guerreiro)
Houve um tempo em que eu não acreditava no amor.
Pouco tempo depois, eu não só acreditava como o combatia severamente.
Eu o julgava uma força injusta...
Desta luta, hoje o que trago comigo é o respeito que devoto a este enigmático sentimento.
Houve um tempo em que eu não acreditava em mártires.
Mas também houve um dia em que por livre e espontânea vontade sacrifiquei minha vida por outra pessoa...
Houve um dia em minha vida em que não me restou outra saída se não a de lutar para torna real minhas verdades e sentimentos.
Ainda não houve tempo para reparar minhas mentiras, mas pagarei o preço de meus erros.
Houve um dia, um lugar onde tornei reais minhas fantasias.
Hoje trago dentro de mim o mesmo lugar e as mesmas fantasias, mas também uma vontade incansável de percorrer todos ou lugares e viver todas as fantasias...
Houve dias em que estive fraco e cai...
Mas houve também, pessoas boas pelo caminho que me seguraram pelos braços e limparam minhas feridas.
Houve lutas e lugares por onde passei que me ensinaram sobre honra, coragem, lealdade, generosidade e gloria.
Daí aprendi, que quando se acredita em algo , quando realmente se ama algo , não importa o que for ...
Você vai colocar isso à frente de tudo em sua vida...
À frente de qualquer prioridade...
Porque isso passara a ser sua prioridade.
Porque isso será parte de você então.
E você nunca deixara de acreditar...
Porque isso é ser honrado...
Nunca abaixara os olhos diante de um obstáculo...
Porque isso é ter coragem...
Lutara bravamente pelo que acredita...
Porque isso é ser leal...
E dará sua vida por isso,
Porque este ato de generosidade te levara a gloria!
( Texto antigo pra Cara#¨%&*)
Pouco tempo depois, eu não só acreditava como o combatia severamente.
Eu o julgava uma força injusta...
Desta luta, hoje o que trago comigo é o respeito que devoto a este enigmático sentimento.
Houve um tempo em que eu não acreditava em mártires.
Mas também houve um dia em que por livre e espontânea vontade sacrifiquei minha vida por outra pessoa...
Houve um dia em minha vida em que não me restou outra saída se não a de lutar para torna real minhas verdades e sentimentos.
Ainda não houve tempo para reparar minhas mentiras, mas pagarei o preço de meus erros.
Houve um dia, um lugar onde tornei reais minhas fantasias.
Hoje trago dentro de mim o mesmo lugar e as mesmas fantasias, mas também uma vontade incansável de percorrer todos ou lugares e viver todas as fantasias...
Houve dias em que estive fraco e cai...
Mas houve também, pessoas boas pelo caminho que me seguraram pelos braços e limparam minhas feridas.
Houve lutas e lugares por onde passei que me ensinaram sobre honra, coragem, lealdade, generosidade e gloria.
Daí aprendi, que quando se acredita em algo , quando realmente se ama algo , não importa o que for ...
Você vai colocar isso à frente de tudo em sua vida...
À frente de qualquer prioridade...
Porque isso passara a ser sua prioridade.
Porque isso será parte de você então.
E você nunca deixara de acreditar...
Porque isso é ser honrado...
Nunca abaixara os olhos diante de um obstáculo...
Porque isso é ter coragem...
Lutara bravamente pelo que acredita...
Porque isso é ser leal...
E dará sua vida por isso,
Porque este ato de generosidade te levara a gloria!
( Texto antigo pra Cara#¨%&*)
domingo, 6 de abril de 2008
Tranca
Tenho em mim, sonhos que não se traduzem por se só...
Tenho pensamentos que me invadem sem pedir licença, nem dar explicação...
Tenho em mim, respostas de perguntas que eu nunca me fiz...
Sei cá comigo coisas que nunca pensei, só sei que sei....
Por isso eu corro, corro, corro demais...
Estive, estou, estarei...
Parado corro ainda mais...
Muitas idéias, tantos lugares...
Acho que nunca estive em paz...
Por isso que eu corro, corro, corro demais...
Trancado do lado de fora...
Morrendo afogado na chuva...
Morrendo de frio...
Morrendo de medo...
Eu grito, mas meus gritos entendem errado...
Eu choro, mas meu choro ninguém vê...
Tenho pensamentos que me invadem sem pedir licença, nem dar explicação...
Tenho em mim, respostas de perguntas que eu nunca me fiz...
Sei cá comigo coisas que nunca pensei, só sei que sei....
Por isso eu corro, corro, corro demais...
Estive, estou, estarei...
Parado corro ainda mais...
Muitas idéias, tantos lugares...
Acho que nunca estive em paz...
Por isso que eu corro, corro, corro demais...
Trancado do lado de fora...
Morrendo afogado na chuva...
Morrendo de frio...
Morrendo de medo...
Eu grito, mas meus gritos entendem errado...
Eu choro, mas meu choro ninguém vê...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Pessoas, pessoas, pessoas...
Pessoas, pessoas, pessoas...
Não sei ao certo se as pessoas me cansam, ou se sou eu que estou cansando das pessoas...
Pessoas falam, falam demais...
As vezes eu sinto vontade de não ver ninguém, as vezes gostaria de poder nem sair da cama.
Acho ruim sempre ter que ter alguma coisa pra dizer, por que tem dias que eu simplesmente sinto vontade de não falar nada, mas as pessoas falam, as pessoas cobram que eu fale...
Se eu me afasto, falam que eu abandono, se eu não falo nada, dizem que eu não ligo...
Por que magôo tanto as pessoas, sem fazer nada?
As vezes ate eu me odeio por causa das minhas “ausências”, não tenho culpa , juro que não...
O problema é que as pessoas me cansam, ou eu me canso das pessoas, se for assim, então admito que sou cruel, mas sem querer...
O problema é que as pessoas falam, falam demais...
Não sei ao certo se as pessoas me cansam, ou se sou eu que estou cansando das pessoas...
Pessoas falam, falam demais...
As vezes eu sinto vontade de não ver ninguém, as vezes gostaria de poder nem sair da cama.
Acho ruim sempre ter que ter alguma coisa pra dizer, por que tem dias que eu simplesmente sinto vontade de não falar nada, mas as pessoas falam, as pessoas cobram que eu fale...
Se eu me afasto, falam que eu abandono, se eu não falo nada, dizem que eu não ligo...
Por que magôo tanto as pessoas, sem fazer nada?
As vezes ate eu me odeio por causa das minhas “ausências”, não tenho culpa , juro que não...
O problema é que as pessoas me cansam, ou eu me canso das pessoas, se for assim, então admito que sou cruel, mas sem querer...
O problema é que as pessoas falam, falam demais...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Pablito, o Piriquito !

( clique na imagem que ampleia !;) )
Senhoras, senhores e rapaziada em geral...
Ainda comemorando o meu retorno, venho lhes apresentar um artista muito talentoso que me apareceu praticamente do nada, na verdade ainda não tive a oportunidade de trocar uma idéia com o cara, mas um amigo me enviou um de seus trabalhos e fiz questão de publicá-lo aqui para o deleite da galera.
Trata-se de Tio Jorge, um artista genuinamente cearense que com o seu fino traço passará a ser daqui por diante o ilustrador deste humilde blog...
Agora, quem viver verá a tradução psicodélica delirante em rabiscos dos textos insanos que aqui serão apresentados pra vocês!
Essa tirinha que postei hoje leva a assinatura do Tio Jorge nos desenhos e também no texto. ( O moleque né fraco não, visse ! )
**Agradecimento especial pro Bruninho que fez essa conexão!
Valeu meu querido, Viva a Arte, principalmente aquela que está mais perto de nós!
Tô Voltando
Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!
(Composição: Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós)
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!
(Composição: Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós)
Nota do Autor.
Faz tanto tempo que não venho aqui, e tem tantos motivos para o meu sumiço que nem sei explicar...
Tenho que admitir que não achava que fosse sentir tantas saudades desse blog. Durante esse tempo todo pensei varias vezes em escrever, mas minha cabeça nesses últimos meses tem andado um pouco vazia, os pensamentos estavam dando um pouco de trabalho pra sair, conflitos com a temática das coisas que coloco aqui ajudaram também.
Cheguei a conclusão de que eu nunca fui muito organizado mesmo, e se meu blog é um amontoado de vomito de idéias desconexas a culpa é minha, mas to tentando melhorar um pouco, para não ser tão confuso comigo mesmo...
Contudo o mais gratificante foi saber que algumas pessoas me liam aqui com uma certa freqüência e que sentiram falta das minhas “loucurinhas”.
Muito, muito agradecido mesmo pela força, daqui pra frente pretendo valorizar ainda mais esse meu espaço, mantendo ainda um pouco da mesma despretensão de sempre, escrever não é uma tarefa tão fácil pra mim, ainda que seja muito prazerosa, praticar, praticar e praticar, e sempre tentando melhorar texto após texto, sei agora que isso pode sim me levar a algum lugar e quem sabe esse lugar seja o meu tão sonhado equilíbrio!
Obrigado mesmo pela força!
Carinhosamente, Dieguitto!
Tenho que admitir que não achava que fosse sentir tantas saudades desse blog. Durante esse tempo todo pensei varias vezes em escrever, mas minha cabeça nesses últimos meses tem andado um pouco vazia, os pensamentos estavam dando um pouco de trabalho pra sair, conflitos com a temática das coisas que coloco aqui ajudaram também.
Cheguei a conclusão de que eu nunca fui muito organizado mesmo, e se meu blog é um amontoado de vomito de idéias desconexas a culpa é minha, mas to tentando melhorar um pouco, para não ser tão confuso comigo mesmo...
Contudo o mais gratificante foi saber que algumas pessoas me liam aqui com uma certa freqüência e que sentiram falta das minhas “loucurinhas”.
Muito, muito agradecido mesmo pela força, daqui pra frente pretendo valorizar ainda mais esse meu espaço, mantendo ainda um pouco da mesma despretensão de sempre, escrever não é uma tarefa tão fácil pra mim, ainda que seja muito prazerosa, praticar, praticar e praticar, e sempre tentando melhorar texto após texto, sei agora que isso pode sim me levar a algum lugar e quem sabe esse lugar seja o meu tão sonhado equilíbrio!
Obrigado mesmo pela força!
Carinhosamente, Dieguitto!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Abra sua mente...
(Árido Movie, de Lírio Ferreira) (Ator em cena: José Dumont)
...Por uma vida sem preconceitos !
domingo, 6 de janeiro de 2008
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