Ela acordou sem saber onde estava ,
Ou o que havia acontecido ,
Ou quem era ,
Ou mesmo o porque de estar ali em meio aquela desordem ,
No meio de tantos papeis e tantas garrafas vazias.
Acordou sem saber o que era ,
Sem saber pra onde ia ...
Acordou com mais duvidas que o de costume ,
Mas a duvida já era de seu costume .
Que dor de cabeça sentia !
Que medo de olhar-se no espelho !
Chorava copiosamente ...
Estava triste afinal
Mas a tristeza é algo com o que também já se acostumara a ter em mente ,
Por isso tudo lhe pareceu normal novamente
Duvida...
Desordem...
Tristeza ...
Acordou mais uma vez sem motivos nem culpados.
Somente a velha dor no peito e o coração desamparado.
Sem saber porque sofria ...
Ou porque o mundo havia se calado.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Quando a hora dobra ...

Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
William Shakespeare
sexta-feira, 18 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Não perca a cabeça...

Não perca a cabeça peregrina
Não cante de galo essa vitória perdida
Nem venha com essa de que ainda esta sentida
Não perca a cabeça
Tudo passou , mas não esqueça
Não me dê um castigo que eu não mereça
Não se deprima peregrina
Não seja vingativa
Não me ataque com essa fúria tão assassina
Não perca a cabeça peregrina
Não desça tão baixo só para morder meu calcanhar
Não é assim que você vai fazer eu me curvar
Então, fique na sua, e não venha me amolar ...
Não cante de galo essa vitória perdida
Nem venha com essa de que ainda esta sentida
Não perca a cabeça
Tudo passou , mas não esqueça
Não me dê um castigo que eu não mereça
Não se deprima peregrina
Não seja vingativa
Não me ataque com essa fúria tão assassina
Não perca a cabeça peregrina
Não desça tão baixo só para morder meu calcanhar
Não é assim que você vai fazer eu me curvar
Então, fique na sua, e não venha me amolar ...
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Um gole de vingança
Um dia quando eu fazia a 4º serie primaria , descobri o verdadeiro e delicioso sabor de uma coisa chamada vingança ...
Eu devia ter entre nove e dez anos de idade .
Havia uma garota na minha sala
Juliana lima , ainda lembro o nome da descarada ...
Ela era mesmo uma chata , quase ninguém gostava dela , a não ser Leandro Vieira , um magrelo todo afeminado que não desgrudava do pé dela .
Imaginem , que um dia ao fazer uma pergunta para a professora eu escuto o seguinte comentário da pequena vadiazinha :
- Ele é muito feio – disse ela caindo na mais sarcástica gargalhada ...
Faltavam alguns minutos para o recreio e fique ali remoendo minha raiva sem ter resposta para aquela agressão gratuita que havia sofrido .
Nunca fui uma criança dada aos esportes , mas naquele dia pedi para fazer parte do jogo de futebol no recreio , não sabia ainda qual era o propósito da minha decisão ate ver Juliana cruzando o pátio com seu fiel escudeiro viadinho do lado ...
Chutei a bola com tanta força , tanta força que quase não consegui me equilibrar em pé .
A bola bateu com tudo na parte detrás da cabeça dela , a menina caiu de cara no chão , quebrou dois dentes ,na verdade , um dente caiu inteiro o outro que não estava mole ainda só quebrou mesmo , sem falar no galo que ficou na testa dela , a desgraçada parecia que tinha sido atropelada , ficou praticamente desfigurada ...
Enquanto todos corriam para socorrê-la , eu instintivamente como se ignorasse o que havia acabado de acontecer corri na outra direção para apanhar a bola .
Quando estava voltando Leandro berrava feito louco , apontando pra mim ;
- Eu vi você chutando a bola , foi de propósito , eu vou dizer pra professora – gritava fazendo tal escândalo que quase chegava a abafar os gritos de agonia da outra ainda jogada no chão ...
Eu me encontrava numa situação muito delicada , e sendo eu uma criança , tomei a atitude que me pareceu a saída mais eficiente para silenciar meu delator .
Joguei a bola na cara dele com toda força que eu tinha nos meu bracinhos finos , força essa que era maior do que eu esperava na época , pois acabei quebrando os óculos do pobre coitado que caiu sentado no chão juntando-se em prantos com sua melhor amiga .
Já era tarde demais para tentar parecer inocente , então resolvi ir a forra , cheguei bem perto dela e disse baixinho :
- Agora podemos ser amigos . Feia !
“tenho 22 anos agora, e ainda não consegui me arrepender disso ...”
Eu devia ter entre nove e dez anos de idade .
Havia uma garota na minha sala
Juliana lima , ainda lembro o nome da descarada ...
Ela era mesmo uma chata , quase ninguém gostava dela , a não ser Leandro Vieira , um magrelo todo afeminado que não desgrudava do pé dela .
Imaginem , que um dia ao fazer uma pergunta para a professora eu escuto o seguinte comentário da pequena vadiazinha :
- Ele é muito feio – disse ela caindo na mais sarcástica gargalhada ...
Faltavam alguns minutos para o recreio e fique ali remoendo minha raiva sem ter resposta para aquela agressão gratuita que havia sofrido .
Nunca fui uma criança dada aos esportes , mas naquele dia pedi para fazer parte do jogo de futebol no recreio , não sabia ainda qual era o propósito da minha decisão ate ver Juliana cruzando o pátio com seu fiel escudeiro viadinho do lado ...
Chutei a bola com tanta força , tanta força que quase não consegui me equilibrar em pé .
A bola bateu com tudo na parte detrás da cabeça dela , a menina caiu de cara no chão , quebrou dois dentes ,na verdade , um dente caiu inteiro o outro que não estava mole ainda só quebrou mesmo , sem falar no galo que ficou na testa dela , a desgraçada parecia que tinha sido atropelada , ficou praticamente desfigurada ...
Enquanto todos corriam para socorrê-la , eu instintivamente como se ignorasse o que havia acabado de acontecer corri na outra direção para apanhar a bola .
Quando estava voltando Leandro berrava feito louco , apontando pra mim ;
- Eu vi você chutando a bola , foi de propósito , eu vou dizer pra professora – gritava fazendo tal escândalo que quase chegava a abafar os gritos de agonia da outra ainda jogada no chão ...
Eu me encontrava numa situação muito delicada , e sendo eu uma criança , tomei a atitude que me pareceu a saída mais eficiente para silenciar meu delator .
Joguei a bola na cara dele com toda força que eu tinha nos meu bracinhos finos , força essa que era maior do que eu esperava na época , pois acabei quebrando os óculos do pobre coitado que caiu sentado no chão juntando-se em prantos com sua melhor amiga .
Já era tarde demais para tentar parecer inocente , então resolvi ir a forra , cheguei bem perto dela e disse baixinho :
- Agora podemos ser amigos . Feia !
“tenho 22 anos agora, e ainda não consegui me arrepender disso ...”
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Sorrir ...

Sorrir
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorrir
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorrir
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doloridos
Sorrir
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz !
segunda-feira, 7 de maio de 2007
E de Agora em Diante (Oswaldo Montenegro)

E de agora em diante teria sido decretado o amor sem problemas.
E seriam vitrines os olhos, e as almas vagariam sem medo.
E de agora em diante seria pra sempre o que pra sempre acabara.
E seria tão puro o desejo dos homens, que Dionisio enlaçaria a virgem com braços enternecidos.
E aplaudiríamos, calmos e frenéticos como um são Francisco febril.
E de agora em diante pra trás não haveria.
Não mais a virtude dos fortes, mas o mérito dos suaves.
O homem feminino e a mulher guerreira..
O amor comunitário, sem ciúmes.
Dariam as mãos as moças que amo e brincariam de roda em volta de minha preferida.
E um artesão criança esculpiria flores nos cabelos e um sorriso sincero no rosto.
E de agora em diante Ghandi tava vivo pra sempre.
E Jesus era hippie, Beethoven era roqueiro e Lenon era como nós.
E se não desse certo, de agora em diante, ao menos teríamos tentando.
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